Úlulu
Úlulu quer dizer placenta em forro ou lúngwa santomé. Segundo um ritual antigo da cultura são-tomense, o úlulu é plantado, juntamente com o cordão umbilical, no grande quintal da família. Assim, segundo as gerações mais antigas, as crianças crescem e viajam pelo mundo mas sabem sempre regressar à terra onde nascem.
Nesta performance, três criaturas-criadoras evocam a música, o movimento, a poesia e a paisagem na busca de cordões de transmissão e nutrição, enquanto especulam e repetem rituais para harmonizar colapso e regeneração, e levantar questões: e se pertencer a geografias não-humanas for uma solução face à extinção que se avizinha? Como fazê-lo sem desperdiçar a memória de rituais úteis para essa transmutação? Onde deixar pistas para uma eventual fuga em direção ao retorno?
ÚLULU foi publicado pela andarilha edições, em colaboração com a Facada Records, em diferentes cidades de Portugal. Foi impresso pela MAGO studio com o apoio da Editions n’importe quoi, e costurado pelas mãos de muitas mulheres.
+info: https://agencia25.pt/projectos/ululu/