Civilização
Civilização aborda o espaço teatral e a representação como elementos criados para nos substituirmos a nós próprios e à nossa ação, refletindo sobre a passividade do espectador.
Esta problemática cria constantes analogias e denúncias relativas a essa passividade perante aspetos do mundo e incorpora, através da personagem “atriz”, a vã pretensão de mobilizar o espectador para sair do espaço de representação e, finalmente, agir.
“Eu deixo-me aqui quietinho a contemplar o que conseguir entre os arrepios de frio que me desconcentram e evitam pensamentos mais longos e, por isso, mais articulados e, logo, mais perigosos, pois sabe-se lá onde é que este espaço para pensar nos pode levar.
Ativismo ou depressão, de uma delas não nos safamos.
Pois, precisamente, é preciso manter o ser humano ocupado com as suas considerações fisiológicas ou ainda vamos ter de nos levantar daqui.” Lígia Soares (2016) “Civilização”
Capa de Marco Franco e composição Inês Mateus
+ info: https://doudacorreriablog.wordpress.com/2019/04/01/civilizacao-ligia-soares/